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A Apple confirmou em 9 de setembro de 2026 que o iOS 27 chega ao público na segunda-feira, 14 de setembro, levando junto a versão reformulada da Siri — a chamada Siri AI, prometida desde 2024 e adiada mais de uma vez.
É a atualização mais significativa da assistente desde que ela foi lançada, em 2011. Segundo relatos de quem testou as versões preliminares, a nova Siri responde a perguntas complexas e executa comandos de várias etapas, algo que a versão antiga simplesmente não fazia.
O Gemini está no treino, não na tela
O detalhe que mais chama atenção não aparece na interface. A Apple firmou parceria com o Google para usar modelos Gemini no treinamento dos algoritmos que sustentam a Siri AI.
Na prática, a assistente continua sendo produto da Apple, com marca Apple, dentro do ecossistema Apple — mas parte da capacidade que ela exibe vem de um trabalho feito com tecnologia da concorrente direta em buscas e em assistentes. É um arranjo que a Apple levou anos evitando e que agora admite abertamente.
O acordo se soma a outro movimento recente do Google no setor: a empresa também aparece como fornecedora de modelo para outras plataformas de consumo, ampliando o alcance do Gemini por trás de produtos que não levam o nome dele.
Quem fica de fora
A lista de aparelhos compatíveis é curta e vai decepcionar parte da base. A Siri AI só roda do iPhone 15 Pro, de 2023, para frente — o que inclui os modelos da linha 17 anunciados neste ano. Em números redondos, são cerca de três gerações e meia de iPhone com acesso ao recurso.
No iPad, o corte é pelo processador: valem os iPad mini, iPad Air e iPad Pro equipados com chip M1 ou superior.
Há ainda uma diferença dentro do próprio grupo dos compatíveis. Nos iPhone 17 e posteriores, um modelo mais robusto roda localmente no aparelho, o que melhora reconhecimento de fala e ditado sem depender de ida à nuvem. Quem estiver em um 15 Pro ou 16 tem a Siri AI, mas não exatamente a mesma experiência.
Para quem tem aparelho anterior ao 15 Pro, o iOS 27 chega com as demais novidades do sistema, sem a assistente nova. Não há indicação da Apple de que isso mude em versões futuras — a limitação é apresentada como restrição de hardware, e não de software.
O lançamento fecha um ciclo desconfortável para a empresa. A Siri reformulada foi anunciada em junho de 2024, adiada em 2025 em meio a trocas de comando na área de inteligência artificial e virou símbolo do atraso da Apple na disputa. A partir de 14 de setembro, ela passa a ser cobrada pelo que entrega, não pelo que promete.
Fontes: Engadget, Rolling Out
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