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A japonesa Sakana AI colocou no ar em 11 de setembro de 2026 dois modelos novos, o Fugu Max 1.0 e o Fugu Ultra v2.0, ambos acessíveis por uma API compatível com o padrão da OpenAI.
A proposta é diferente da de um modelo de fundação tradicional. O Fugu é um orquestrador: um modelo de linguagem treinado para distribuir tarefas entre um conjunto fixo de outros modelos — abertos e especializados — chamar instâncias de si mesmo de forma recursiva e montar a resposta final a partir desses pedaços. Para quem integra, é uma chamada de API só.
O treinamento combina ajuste fino, algoritmos evolutivos e aprendizado por reforço, apoiado nas linhas de pesquisa que a empresa chama de TRINITY e Conductor.
Dois perfis e um recado sobre dependência
O Fugu Max mira custo: roteia cada tarefa para o modelo mais enxuto que dê conta, incluindo pesos abertos da linha Nemotron, da Nvidia. Sai a US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de saída, entre 40% e 60% abaixo de concorrentes diretos.
O Fugu Ultra v2.0 vai para o outro lado: raciocínio complexo, pesquisa autônoma e desenvolvimento de software de ponta a ponta. Custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 na saída, e trabalha com janela de contexto de 1 milhão de tokens.
O detalhe político está na composição da piscina de modelos do Ultra v2: a Sakana deixou de fora Fable 5, Fable 5.1 e GPT-6 Astra. A leitura da empresa é que a arquitetura permite trocar os modelos de baixo sem migração, reduzindo a dependência de um fornecedor único.
Números apresentados
Nos testes divulgados pela Sakana, o Fugu Ultra v2.0 ficou em primeiro ou empatado em primeiro em cinco dos oito benchmarks de agente destacados, e entre os dois melhores em sete deles. No Chartography, de raciocínio visual, marcou 48,3 contra 27,3 do Opus 5. No DeepSWE, de engenharia de software, chegou a 74,3.
Os dois modelos aceitam esforço de raciocínio configurável, chamada de funções, saída estruturada, entrada de imagem e PDF e busca na web embutida.
Há limites relevantes. Não existem pesos abertos para rodar por conta própria: o acesso é só pela API hospedada. E, por ora, os modelos não são oferecidos na União Europeia nem no Espaço Econômico Europeu.
Fontes: MarkTechPost, OpenRouter
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