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Robôs domésticos da IFA 2026 rodam no mesmo chip

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A IFA 2026, feira de eletrônicos de Berlim que corre de 4 a 8 de setembro, encheu os estandes de robôs para dentro de casa. Um detalhe passa despercebido em quase toda a cobertura: boa parte deles roda no mesmo cérebro. Em comunicado de 4 de setembro, a D-Robotics anunciou que sua linha de chips Sunrise está por trás de três dos lançamentos mais comentados do evento.

Os três da vitrine

O primeiro é o hey AiMe, da TCL, apresentado pela fabricante como o primeiro robô de companhia e educação para família. Ele combina aprendizado por brincadeira guiada com navegação autônoma, movimentação expressiva com 10 graus de liberdade e mais de 20 sensores.

O segundo é o SuperDog, da Vbot, que fez sua estreia oficial na Europa. É um quadrúpede de consumo — um cão robô doméstico — e não é protótipo: já está em produção em massa e, segundo a empresa, chegou a milhares de residências desde maio de 2026.

O terceiro é o TR1, da xLean, um lava-pisos que a fabricante apresenta como o primeiro do mundo com formato transformável duplo. Ele usa o chip Sunrise X5, de 10 TOPS, e chegou à feira depois de uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou US$ 2 milhões.

A briga é pela plataforma, não pelo robô

O portfólio Sunrise vai de 5 a 560 TOPS em INT8 — a medida de quantas operações de inteiros de 8 bits o chip processa por segundo, unidade padrão para comparar aceleradores de IA embarcada. A faixa cobre desde um robô de limpeza simples até humanoides, quadrúpedes, robôs de serviço e de companhia e AMRs, os veículos autônomos usados em logística.

Essa amplitude é o argumento comercial. Para o fabricante de robô, adotar uma família única de chips significa reaproveitar software e ferramentas de desenvolvimento ao subir de um produto de entrada para um mais complexo, em vez de recomeçar a integração a cada modelo.

É a mesma jogada que a Qualcomm fez no celular e a Nvidia vem fazendo no carro autônomo: quem vende a plataforma de computação embarcada tende a capturar valor de forma mais estável do que quem vende o produto final, num mercado em que marcas entram e saem depressa.

Para o consumidor, o efeito prático da IFA deste ano é outro. O robô doméstico deixou de ser só o aspirador que desvia de móveis. Os três aparelhos acima assumem tarefas que dependem de entender comando falado, reconhecer o ambiente e decidir o que fazer sem roteiro fixo — trabalho que até pouco tempo exigia servidor na nuvem e agora cabe num chip de 10 TOPS dentro da carcaça.

Nenhuma das três empresas divulgou preço ou data de chegada ao Brasil.

Fontes: PR Newswire, RoboticsTomorrow

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