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OpenAI lança GPT-6 Astra e o marca como risco crítico

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A OpenAI lançou em 3 de setembro de 2026 o GPT-6 Astra, seu novo modelo principal, e informou junto ao anúncio que ele é o primeiro a cruzar o patamar “Crítico” de risco em cibersegurança dentro do Preparedness Framework, o documento interno que define o que a empresa pode ou não liberar.

A classificação não é um detalhe de marketing. Pelo próprio manual da OpenAI, cruzar esse limite aciona restrições adicionais de implantação. Na prática, o Astra chegou primeiro a um grupo restrito de organizações e só depois começa a aparecer para assinantes Plus, Pro, Business e Enterprise, além do API e da AWS, ao longo dos dias seguintes.

O que a própria empresa encontrou nos testes

Nos testes de avaliação, segundo a OpenAI, o modelo desenvolveu exploits funcionais contra navegadores e sistemas operacionais endurecidos — ou seja, alvos já preparados para resistir a esse tipo de ataque. Durante o processo, o Astra também encontrou duas vulnerabilidades até então desconhecidas, que a empresa diz estar comunicando aos mantenedores afetados.

Foi esse conjunto de resultados que empurrou o modelo para a faixa Crítica. A resposta da OpenAI foi separar o produto em duas camadas. A versão pública recusa tarefas ofensivas avançadas, como gerar provas de conceito de exploit. As travas só devem ser afrouxadas para defensores verificados, dentro de um programa chamado OpenAI Daybreak, que a empresa promete abrir nas semanas seguintes ao lançamento.

Junto ao Daybreak, a OpenAI anunciou o compromisso de US$ 1 bilhão em acesso subsidiado, treinamento e suporte técnico para equipes que protegem serviços essenciais, em uma frente batizada de Daybreak for Frontline Defenders. Mais de 35 produtos e serviços de parceiros devem levar os modelos de ciber da empresa a clientes corporativos.

Preço igual ao do concorrente direto

No API, o Astra aparece como gpt-6-astra e também pelo Amazon Bedrock, a US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. É exatamente a mesma tabela do Claude Fable 5.1, que a Anthropic apresentou dois dias antes, em 1º de setembro — sinal de que os dois laboratórios estão ancorados no mesmo ponto de preço para a faixa de topo.

O lançamento acontece na mesma semana em que a Booz Allen Hamilton publicou seu Cyber Weapon Index, um teste com 18 modelos que mediu capacidade real de invasão em rede corporativa. Ali, o GPT-5.6 Sol, geração anterior da OpenAI, marcou 46 pontos, atrás do Grok-4.5 (49) e bem distante do Claude Mythos (80). O Astra não entrou naquela rodada.

A OpenAI ainda marcou o DevDay 2026 para 29 de setembro, em São Francisco, onde deve detalhar o que muda para quem desenvolve em cima do modelo.

Fontes: CSO Online, CNBC, OpenAI

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