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A Nvidia está em conversas para investir até US$ 10 bilhões na abertura de capital da Anthropic, segundo apuração da Reuters divulgada no sábado, 12 de setembro de 2026, e repercutida por veículos financeiros no domingo. A fabricante de chips entraria como investidora âncora — a figura que se compromete a comprar uma fatia grande da oferta antes de ela ser apresentada ao mercado institucional.
Os números em discussão são de outra escala. A Anthropic quer levantar cerca de US$ 100 bilhões em uma oferta que avaliaria a empresa em torno de US$ 2 trilhões. Se sair nesses termos, seria o maior IPO da história.
Nem a Nvidia nem a Anthropic confirmaram publicamente as conversas, e as condições podem mudar. A Reuters aponta que a operação está sendo preparada para precificar antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro.
O salto de avaliação em quatro meses
A referência mais recente é de maio de 2026, quando a Anthropic captou US$ 65 bilhões a um valuation pós-money de US$ 965 bilhões. Chegar a US$ 2 trilhões significaria mais que dobrar esse número em cerca de quatro meses.
A justificativa que circula entre investidores é a curva de receita. A empresa saiu de um ritmo anualizado de aproximadamente US$ 9 bilhões em 2025 para mais de US$ 65 bilhões no meio de 2026, com projeções internas que chegam a US$ 200 bilhões em 2028. São projeções da companhia, não resultados auditados — e é exatamente esse ponto que a oferta vai testar.
Um investidor que também é fornecedor
A eventual entrada da Nvidia reforça o padrão de participações cruzadas que hoje sustenta o setor. A Anthropic tem compromisso de US$ 30 bilhões em capacidade na nuvem da Microsoft, que roda em chips Nvidia, e mantém acordos de computação com Amazon, Google e Broadcom. A Amazon já é acionista relevante desde 2023.
Ao mesmo tempo, a Anthropic desenvolve silício próprio para reduzir custo operacional — ou seja, o possível investidor âncora é fornecedor, cliente indireto e, no médio prazo, concorrente de parte da conta de infraestrutura.
Para o mercado brasileiro, o desfecho importa por dois motivos. Primeiro, porque uma oferta desse tamanho drena liquidez global e define o apetite por risco em IA nos próximos trimestres. Segundo, porque a precificação de US$ 2 trilhões vira referência para todo o restante da cadeia, dos data centers aos contratos de API que empresas daqui já assinam.
Fontes: Reuters via American Bazaar · Benzinga
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