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A Manus, startup chinesa de agentes de IA, está em conversas para captar US$ 500 milhões a uma avaliação de US$ 4 bilhões, segundo informações divulgadas em 18 de setembro de 2026. A rodada vem semanas depois de a empresa anunciar que voltou a operar de forma independente.
Entre os investidores em negociação aparecem IDG Capital, Boyu Capital e a fabricante de baterias CATL, além dos sócios atuais Tencent, HSG e ZhenFund. A empresa também estuda uma reorganização societária para preparar uma abertura de capital em Hong Kong.
O negócio que Pequim barrou
A trajetória recente explica o número. A Manus mudou sua equipe para Singapura em meados de 2025. Em dezembro do mesmo ano, anunciou acordo de aquisição pela Meta por US$ 2 bilhões.
Em abril de 2026, o governo chinês vetou a operação, alegando violação de regras de controle de exportação e de investimento estrangeiro. Desde então a empresa passou meses se desatando da dona do Facebook. Investidores iniciais ajudaram a Manus a recomprar as próprias ações, numa avaliação de cerca de US$ 2 bilhões.
Em agosto, a companhia pediu a usuários que exportassem seus dados, movimento associado a exigências regulatórias. Em setembro, comunicou a retomada da operação independente, com a informação de que o time fundador segue no comando.
Se a rodada sair no valor pretendido, a Manus dobra em poucos meses a avaliação pela qual foi recomprada. Quando o acordo com a Meta foi fechado, a startup tinha receita recorrente anual acima de US$ 100 milhões, segundo relatos da época.
O que a empresa vende
A Manus opera agentes e chatbots que montam aplicativos, sites, layouts, apresentações e vídeos a partir de instrução em texto. Concorre com OpenAI, Lovable e Replit — um segmento que virou dos mais disputados do ano, com produtos novos de laboratório grande entrando quase toda semana.
A empresa ficou conhecida no começo de 2025 por uma demonstração que rodava tarefas longas de navegador sem supervisão humana, e cresceu rápido sobre esse nicho antes de entrar na negociação com a Meta.
O caso tem leitura além do cheque. É um dos exemplos mais claros de como o controle de capital e as regras de exportação estão redesenhando quem pode comprar o que no setor de IA. Uma empresa fundada na China, com sede operacional em Singapura, teve a venda para um comprador americano barrada pelo governo chinês — e terminou de volta à mesa com investidores locais e a hipótese de listar ações em Hong Kong.
Nenhuma das partes confirmou oficialmente valores. A Manus não comentou publicamente os termos da rodada.
Fontes: TechCrunch, Seeking Alpha
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