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Google lança app do Gemini para Windows 10 e 11

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O Google liberou em 10 de setembro um aplicativo nativo do Gemini para Windows. A versão atende Windows 10 e Windows 11 e está disponível para download em gemini.google/desktop, cinco meses depois da chegada do app ao macOS, em abril.

A proposta é tirar o assistente do navegador. O programa instala como qualquer outro software do sistema, fica residente na bandeja e é acionado pelo atalho Alt + Espaço, abrindo uma janela sobre o aplicativo que estiver em uso. O Google descreve o cliente como “leve e discreto” e afirma que ele “roda sem deixar o PC lento”.

O que dá para fazer

O foco do lançamento é o uso pontual, sem troca de contexto. A empresa cita revisão de textos, resumo de documentos longos, checagem de informações e geração de ideias como os casos de uso previstos — tarefas em que o usuário quer uma resposta rápida e volta imediatamente ao que estava fazendo.

O app também expõe a geração de imagens pelo Nano Banana e a criação de vídeos, além de um painel lateral com acesso aos Notebooks e ao histórico de conversas recentes.

A novidade mais relevante é a presença do Gemini Spark, o agente pessoal do Google, com suporte aos Connected Apps. Isso permite que o assistente consulte serviços conectados da conta do usuário em vez de operar apenas sobre o texto colado na janela. O Spark passou recentemente a organizar também a biblioteca do Google Photos.

Disputa pela área de trabalho

O movimento coloca o Gemini na mesma prateleira em que já estão o Copilot, integrado ao Windows pela Microsoft, e os clientes de desktop de OpenAI e Anthropic. A diferença é que, no caso do Google, o app roda em um sistema operacional concorrente e sem integração de sistema — depende do usuário instalar e adotar o atalho.

Para o Google, ter presença fixa na área de trabalho reduz a dependência do navegador e do buscador como porta de entrada. Para a Microsoft, significa um rival rodando dentro do Windows com a mesma ambição do Copilot.

A empresa afirma que “mais recursos nativos de desktop” serão liberados ao longo do tempo, sem detalhar quais nem apresentar cronograma. Não foi divulgada uma lista de países ou idiomas com restrição de acesso no lançamento, e o download foi aberto globalmente.

O aplicativo segue a estrutura de planos já existente do Gemini: há uso gratuito com limites e assinaturas pagas para modelos mais capazes e cotas maiores.

Fontes: 9to5Google, BetaNews, Chrome Unboxed

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