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Cognition capta US$ 2 bi e chega a US$ 48 bi de valor

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A Cognition, dona do agente de programação Devin, anunciou em 8 de setembro de 2026 uma rodada Série E de mais de US$ 2 bilhões que avalia a empresa em US$ 48 bilhões. Em maio, na rodada anterior, ela valia US$ 26 bilhões — quase o dobro em quatro meses.

A rodada foi liderada por Andreessen Horowitz e Accel, com participação dos investidores já presentes Founders Fund, General Catalyst e Avenir. O sindicato que completou o cheque inclui Benchmark, Bessemer, Kleiner Perkins, Greylock, Lightspeed, Altimeter e a própria Nvidia, entre outros.

A receita que sustenta o número

O que explica o salto é a curva de receita. A receita anualizada (run-rate) da Cognition saiu de US$ 492 milhões em maio para perto de US$ 900 milhões agora, e a empresa projeta chegar a algo entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões até o fim de 2026.

Fundada em 2024 por Scott Wu, a companhia lançou o Devin apresentando-o como o “primeiro engenheiro de software de IA”. Hoje o agente roda dentro de clientes corporativos como Nvidia, GE Aerospace, Citi, Goldman Sachs, Mercedes-Benz e NASA.

A operação também tem custo pesado: a Cognition aluga um cluster de servidores Nvidia que consome centenas de milhões de dólares por ano e vem treinando modelo próprio a partir de alternativas de código aberto, para depender menos de modelos de terceiros.

O recado da rodada

O ponto que os investidores destacaram é sobre a forma do mercado. Programação assistida por IA é, hoje, a categoria de aplicação de IA que mais fatura — e a leitura do capital de risco é que ela não caminha para um vencedor único.

A referência de comparação é o Cursor, principal rival na categoria. O Cursor chegou a negociar rodada a US$ 50 bilhões antes de ser vendido à SpaceX por US$ 60 bilhões em abril de 2026. Pelo múltiplo de receita, a Cognition está sendo precificada acima do que o Cursor valia antes daquela venda.

Ou seja: com um dos maiores concorrentes absorvido por outra empresa e a demanda corporativa ainda subindo, os fundos apostam que sobra espaço para mais de um grande nome — e pagam adiantado por isso. A conta fica de pé enquanto a receita continuar dobrando no ritmo dos últimos meses.

Fontes: TechCrunch · SiliconANGLE

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