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A Anker apresentou em 3 de setembro de 2026, na IFA de Berlim, o MindBase — um hub de casa inteligente que processa a inteligência artificial dentro do próprio aparelho, sem mandar as imagens das câmeras para servidores da fabricante.
O centro do produto é uma placa de computação própria, a AI Core, avaliada em 26 TOPS. Sobre ela roda o TrueSmart Agent, o agente que a empresa descreve como capaz de entender o que está acontecendo na casa, interpretar o significado do evento e reagir localmente, em vez de apenas transmitir alerta de movimento.
Armazenamento vira parte do argumento
O segundo pilar é o EverSafe Memory, uma camada de armazenamento local no estilo NAS que aceita até 48 TB de capacidade expansível. É esse volume que sustenta as funções mais vendáveis do aparelho: busca em linguagem natural dentro das gravações — pedir “mostre quando o entregador passou ontem à tarde” em vez de arrastar a linha do tempo —, montagem automática de resumos em vídeo e análise de fotos, tudo sem sair de casa.
O primeiro conjunto construído sobre a plataforma é o MindBase Security Kit, que junta o hub à câmera eufy TrackLight Cam S1 (4K, detecção por radar duplo de 180 graus e luz de dissuasão que acompanha o alvo), à campainha com vídeo S4, ao Smart Security Shield e a sensores de abertura e movimento.
O que ainda não foi dito
A Anker não confirmou preço nem data de chegada às lojas — informação que costuma vir semanas depois de uma feira como a IFA. Também não há qualquer anúncio de lançamento oficial no Brasil, onde a marca vende principalmente carregadores e acessórios; câmeras eufy circulam por importação.
Vale registrar o contexto em que o produto aparece. Em agosto, os óculos da Meta foram alvo de reportagem por continuarem gravando com o LED tapado, e casos de vazamento de imagem de câmeras domésticas conectadas à nuvem se acumularam nos últimos anos. Processar em casa é a resposta comercial mais direta a essa desconfiança — e, sem mensalidade obrigatória, também muda o modelo de receita do setor, hoje ancorado em assinatura de armazenamento em nuvem.
A promessa, porém, precisa ser verificada quando o aparelho chegar ao mercado: “local” descreve onde a inferência roda, não necessariamente o que o aplicativo companheiro envia de telemetria.
Fontes: Forbes, 9to5Toys, Gizmodo
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